quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

The beginning

O que posso dizer?
Fiz asneira e agora pago o que mereço. O preço é mais um dia depressivo no qual o meu coração está dilacerado e nem sequer me sinto com o direito de viver. Sou um falhanço completo como pessoa, como ser humano e, à conta disso sinto cada vez mais que o mundo onde vivo, é pequeno demais para mim. Já não há espaço. Destruo tudo à minha volta. Estão todos cansados de mim e no grupo de todos, estou incluída. Estou cansada de tanta solidão, de tanta deprimência, de tanta tristeza. Só queria ser feliz. Só quero ser feliz. Quero sentir-me alegre ou triste, não quero sentir-me vazia ou triste. Só quero poder sorrir de verdade, sem ter que fingir nada. Quero acordar e poder gritar que estou viva e que sou feliz. Não quero sentir-me culpada todos os dias, culpada de ser assim, culpada de não ser feliz, culpada de ser incapaz de fazer os outros felizes. Quero parar de me mortificar, de me fazer mal a mim própria, quero parar. Não quero sofrer mais. Estou cada vez mais sufocada com esta angústia. Não quero precisar da inspiração de outros para conseguir algo. Quero ter que o motivo do meu esforço seja eu e não impressionar alguém. Quero fazer as coisas por mim, ter vontade própria. Quero parar de me magoar, tanto física como psicologicamente.
Quero parar de magoar a única pessoa que conseguiu ver como sou de verdade e que mesmo assim me dá todo o seu amor. Quero parar de a sufocar, de me sufocar. Quero tanta coisa, tanta coisa... Por mim, por ele, por nós. Mas o que quero mais é desaparecer... Desaparecer para sempre. Quero o meu sono eterno. A paz da minha alma.



Shaylee